Fãs de Pink Floyd podem ficar contentes: a história dos bastidores de uma das músicas mais polêmicas já feitas deve virar filme. O produtor Andy Harries está tentando adquirir os direitos de “Another Brick in the Wall” e levar tudo o que rolou por trás da música pro cinema.
A proposta, no entanto, é diferente da do filme The Wall, de Alan Parker.
A ideia do filme é contar a história das crianças que cantaram no coro da música e de seu professor, fazendo uma mistura, conforme define Harries, com “Sociedade dos Poetas Mortos e Escola de Rock”.
Como o que gira em torno da banda e suas músicas é sempre um tanto controverso, pode-se esperar que o filme não fuja desse padrão.
Confere o trailer de The Wall e, se não assistiu, assiste.
Top Gun 2 vem aí, e vem com o diretor Jerry Bruckheimer, que assumirá como produtor, a convite do estúdio Paramount.
É provável que a direção fique com Tony Scott, e o papel principal ainda não tem dono. Bem possível que Tom Cruise, consagrado no primeiro filme, tenha uma participação especial no papel do piloto Maverick.
Sem data prevista para o início das filmagens, espera-se que o longa siga o exemplo do primeiro e take your breath away.
3D tomando conta, e Star Wars não vai querer ficar fora da batalha (né?). O site Hollywood Reporter informou que, a princípio, a ideia é que, a partir de 2012, aconteça o relançamento dos seis longas, começando com Star Wars: Episódio I – A Ameaça Fantasma, e siga-se a ordem cronológica. Em 3D, óbvio.
George Lucas está supervisionando as transformações dos originais para 3D, e cada um leva cerca de um ano para ser convertido. Depois do cinema, o próximo passo é chegar no mercado de home video, quando a tecnologia de TV em 3D atingir um público maior.
Enquanto isso, você vê o Luke Skywalker saltando da tela no cinema mesmo. Em 2012, claro (se o mundo não acabar. Who knows?).
Depois do sucesso estrondoso no cinema, A Origem entra pro universo dos games.
Ontem, dia 21, Christopher Nolan, diretor do longa, disse que o objetivo é desenvolver o jogo nos próximos 2 anos. O diretor afirma que o game será baseado no filme, que tem várias ideias que não cabem em uma produção cinematográfica.
Não foram dados mais detalhes sobre o projeto, mas, para quem é fã da superprodução, saber que vai ser lançado um game já é suficiente.
Esse é o segundo jogo desenvolvido para o filme, já que, antes de chegar nas telonas, foi criado um game online como estratégia de divulgação.
Tá bom, fumar faz mal. Então, pra deixar isso bem claro, a Santa Casa de São Paulo estreou uma campanha para conscientizar os fumantes (e simpatizantes).
A agência Y&R e a produtora O2 criaram um trailer para passar nos cinemas de São Paulo e gerar um certo estranhamento no espectador. A ideia é fazer com que se perceba que, assim como o vídeo, a vida de um fumante pode acabar de repente. Nada de pulmões destruídos, ou imagens sensacionalistas, desta vez. “Só” um trailer singelo. Resta saber o efeito que a ação vai gerar.
A história do Google, o site de buscas mais revolucionário que fez da empresa a gigante da web, vai virar filme. De acordo com o blog especializado nos assuntos que rolam por Hollywood, Deadline, os direitos do livro “Googled: The End of the World As We Know It”, de Ken Auletta, foi comprado pelos produtores Michael London e John Morris.
O filme vai contar o lema do Google, fundado por Sergey Brin e Larry Page, e mostrar como uma empresa se mantém fiel a seus princípios mesmo após se tornar tão poderosa.
O filme já virou febre (nosso planner Fabio, que já foi 3 vezes ao cinema ver a obra, que o diga, não?). Agora, foi a vez de ver as cenas de Inception (A Origem) em forma de LEGO. Confere o resultado aí embaixo:
Stallone está com tudo, né? Vem pro Brasil, solta o verbo, ofende a população inteira, e agora explode o YouTube.
Para promover o lançamento do filme Os Mercenários (Expendables), foi produzido um vídeo que simula uma entrevista com o ator, até que os vídeos relacionados começam a interagir com ele, e o astro de Hollywood resolve pegar sua pequena arma e explodir tudo. Vale conferir o resultado do duelo aqui.
O novo filme da Universal vem com a tecnologia 3D e aposta em um componente de sucesso: a diversão. Meu Malvado Favorito (Despicable Me) conta a história de Gru, dublado originalmente por Steve Carell, que planeja efetuar o maior roubo da história. Sim, ele quer roubar a lua e, para isso, conta com seu próprio exército de Minions. É risada e confusão na certa.
O filme estreia agora em agosto, e tem tudo pra ser mais uma animação de sucesso.
Eu ouvi muita gente acusando Juno de ser um filme forçadamente indie. Construído usando de todos os artifícios para cair no gosto dos descolês - aí incluídos o cachimbinho sem fumo, a bebida azul gigante e o linguajar algo afetado e espertinho da protagonista. Confesso que a mim não pareceu. Um filme como Pequena Miss Sunshine, por exemplo, me ocorre como muito mais dado a estes estratagemas. Enfim - é sobre nenhum dos dois que este post é escrito, no entanto. São referências para o fato de que, provavelmente o sentimento que Juno despertou por todos (e outros) aspectos que apontei aqui, deve ser o mesmo sentimento que me acometeu quando assisti 500 dias com ela. Demorei um bocado, é bem verdade. Muito fuzuê em torno de Zooey Deschanel, que me pareceu um robozinho de olhos esbulhagados* em Fim dos Tempos. Ok que a mina é linda para caralho, charmosa e tal e coisa. Mas sempre sou tomado por esta implicância quando certas personalidades são alçadas ao Olimpo de maneira rápida, ostensiva e conjunta por toda uma mídia formada por revistas mainstream e por descoladinhos de sites mUdernos.
Mas tá, fui lá olhar o filme.
E ele é todo bonitinho, esquemático, tal e coisa: divisões de tela, ceninha de dança, letterings malandros. O guri, sósia do Heath Ledger (Joseph Gordon-Levitt) é bem bom - já gostava dele em 3rd rock from the sun. Mas ele usa gravatinhas finas e roupas que combinam com a falta de saturação do filme inteiro. Há uma certa lavadinha paulista (argentina?) ali, a decadência do emprego bobalhão (o cara é redator de cartões de felicitações, por favor!), imprimindo o tom monocórdio e entediante da vida do cara até que é alçado à felicidade pela presença da personagem da Zooey. Que nem é A mulher mais incrível do mundo. É uma mina gata, mas meio distante, que é a mesma impressão - um pouco menos intensa - que ela me deixa por sua segunda atuação que assisto.
Ah, e nos extras tem clipe descolado da banda descolada da Zooey Deschanel, She & Him, que todo mundo que é bem descoladinho gosta (ok, a banda é fofurinha, a música é massa, mas, sabe.)
Tá rindo do quê(Funny People)
A patota do Judd Appatow continua mandando muito bem. Tá rindo do quê? é simplesmente uma das mais engraçadas e ternas comédias que assisti em muuuito tempo. Desde Superbad e O Virgem de 40 anos que tenho ficado de olho no trabalho de todos estes caras e, tirando um filme que recordo agora - Segurando as pontas (The Pineapple Express), maconheiro demais e bem menos engraçado - dificilmente me decepciono. O bacana deste filme é presenciar a cena stand up formada pelos comediantes em começo de carreira Ira Whrigt (Seth Rogen) e Leo Koenig (Jonah Hill), sempre às voltas com a construções de suas rotines de show até o envolvimento de Ira com George Simmons, um comediante popular, espécie de Eddie Murphy com Seinfeld, que descobre ter uma doença sanguínea incurável. Quando George contrata Ira para ser seu assistente pessoal, o que era para ser uma relação profissional se transforma em uma bela amizade, dando um tom todo especial para o filme, mesclando momentos de humor arraigado com instantes de ternura, mostrando o milionário comediante tentando desfazer algumas besteiras cometidas na vida e ensinando Ira a se tornar um profissional de sucesso nos palcos.
*UPDATE [17.03.2010, 2h22min]: Zooey Deschanel está maravilhosa em Sim, Senhor. Maravilhosa.
Apesar de cinéfilo, sou um tanto defasado em relação aos clássicos absolutos do cinema, aqueles que todos devem ver e blá, blá, blá, etc. No entanto, à medida que posso, vou me redimindo, alugando umas coisinhas aqui e ali, comprando outras coisinhas aqui e ali e baixando umas outras perolazinhas aqui e acolá. Agora é a vez de Band à Part(França, 1964) que, mesmo sendo considerado o filme mais acessível de Godard, é indiscutivelmente um clássico. Consta que uma vez, a crítica de cinema Amy Taubin, da revista nova-iorquina Village Voice, escreveu que Band à Part é “um filme de Godard indicado para pessoas que não gostam de Godard”. Como ainda não vi nada do diretor, além do supracitado filme, não posso corroborar esta afirmativa. Só posso dizer quer assistir a este filme foi uma bela experiência, por desfrutar de cenas antológicas da sétima arte e, independente delas, ou por elas, de um filme incrível, leve e de narrativa muito diferenciada.
Sobre o filme, sei que foi filmado durante um período curto de 25 dias, apertado entre produções de dois projetos bem mais caros do diretor. Isto não impediu que o mesmo se tornasse o clássico que é, ainda que subestimado exatamente por seu autor, que considera sua obra menor. Também não impediu que o filme mantivesse os experimentalismos que são marca registrada de Godard – ainda que, é claro, em uma proporção bem mais reduzida.
Adorado por Tarantino que, não por acaso, batizou sua produtora com o nome de A Band Apart, o filme em questão mantém o princípio de Godard de introduzir elementos metalingüísticos na narrativa, sempre lembrando a platéia de que ela estava vendo um filme. Um exemplo disto é uma literal cena de um minuto de silêncio, em que simplesmente todos os sons (trilha sonora, etc) são eliminados abruptamente, abolindo por completo o realismo da cena: na verdade, são 36 segundos, como podemos ver aqui.
Godard se utiliza constante de expedientes deste gênero para jogar na cara do espectador que ele está assistindo a uma obra de ficção.
Além desta, existe em Band à Part outras cenas que se utilizam de truques de edição sonora para pôr por terra a idéia do naturalismo – um acontecimento para o cinema comercial da época. Em determinado momento, Franz (Sami Frey) finge atirar contra o amigo Arthur (Claude Brasseur), imitando momentos clássicos dos filmes de gângster pelos quais Godard era apaixonado, e usando o dedo indicador como se fosse um revólver. Godard incluiu aí o som de um disparo real na seqüência, uma tremenda ousadia para a época. Os dois personagens também assobiam a melodia principal da trilha sonora. O momento mais emblemático, pelo qual o filme é constantemente lembrando, no entanto, é o em que Franz e Arthur, mais a Odille, personagem de Anna Karina (então namorada de Godard na época), dançam em um bar. Interrompendo constantemente a trilha sonora, temos uma narrador onipresente, que descreve, de maneira irônica, os sentimentos dos três personagens durante a cena, realmente intrometendo-se ao realismo da cena, dialogando diretamente com o espectador. A seqüência de dança foi inspiração para Tarantino em Pulp Fiction(1994), na cena de Uma Thurman e John Travolta. Outra cena que serviu de inspiração, desta vez para Bernardo Bertolucci em Os sonhadores, é aquela em que o trio atravessa correndo o Museu do Louvre.
Quanto à trama, é simples: os dois jovens planejam roubar a casa onde a personagem de Anna Karina trabalha e mora. Não são ladrões profissionais e não dão a mínima para o dinheiro – todo o processo é uma tentativa de vivenciar emoções para espantar o tédio em que vivem: aqui, o comportamento hedonista é um motivador grande neste filme, ainda que não de maneira negativa. Mais do que a narrativa, o que importante neste filme é seu estilo, sempre sabotando com convenções, esclarecendo os pensamentos e intenções dos personagens, deixando muito claro para o espectador que tudo se trata, afinal de contas, de uma farsa.
Maradona e Cantona nas telas de cinema. Mais uma prova que jogadores sem sangue e sem graça não deixam legado.
O primeiro protagoniza um documentário sobre sua vida e toda polêmica que sempre esteve atrelada a sua pessoa. Detalha seus problemas com a famosa parente da "vivi", chamada cocaína, e sua relação com o mano Fidel Castro.
O segundo atua em um filme sobre ele mesmo, com a direção do sérvio Emir Kusturica.
Os filmes são destaque do primeiro fim de semana da 33ª Mostra de Cinema de São Paulo. Veja mais aqui.