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O astro do Super Bowl: o comercial.

Aí, ontem rolou o Super Bowl, aquele festival de propaganda que tem jogo de futebol americano no intervalo.


Tá, sério. O evento é um dos mais esperados dos EUA, e é quando os anunciantes pagam pelo minuto mais caro do ano. O divertido de assistir ao Super Bowl é realmente esperar pela hora do intervalo. O povo de fato se reúne pra ver vídeos de 30 segundos ou um minuto, e eu não duvido que alguém use o momento do jogo para dar uma pausa pro lanche ou pro banheiro. E como todo mundo sabe que anunciar nesse horário é caro pra caramba, o mínimo que se espera é um comercial de qualidade. Right?


Ontem, a abertura do evento ficou por conta da Christina Aguilera, que cantou o hino americano à la Vanusa (né?), repetindo uma das estrofes duas vezes, e o show ficou com The Black Eyed Peas, mas ainda teve mais astro famoso, tipo o Usher, por lá. O evento não é pouca coisa, people.


Question: alguém sabe quem jogou contra quem? Isso aí ficou pra escanteio, né? A partida foi entre Green Bay Packers e Pittsburgh Steelers, e quem levou a melhor foram os comerciais, digo, os Packers.


Entre os comerciais que rolaram durante a partida, destaco alguns, mas tu pode ver todos aqui.




Curte o Justin de barba tirando onda com ele mesmo atrás do Ozzy.








As mães também estão ligadas.

Ontem, no intervalo do Fantástico, um comercial me chamou a atenção. Não o comercial em si, na verdade, mas a reação de quem estava ao meu lado.


Tem quem acredite que quem não vive no meio publicitário não presta atenção no que é apresentado, e não tenha noção de produção, custos e, principalmente, cuidado com o cliente.


Pois bem: a sala estava tomada por pessoas que nada têm a ver com publicidade. Então, começou a rodar o novo comercial da Nova Schin. Nele, é reproduzida uma espécie de festa cheia de samba comandada pela Ivete e pelo Carlinhos Brown. O filme conta, ainda, com a presença de vários artistas, tipo a Cleo Pires, a Deborah Secco, o Bruno Gagliasso, o Samuel Rosa, e o Zeca Baleiro.


Esse último, inclusive, chamou a atenção. Foi quando surgiu o comentário de minha mãe: “Olha! Referência direta com a outra marca de cerveja, que tem como garoto propaganda o Zeca, mas o Pagodinho”. Ok, ela tava ligada.


Aí, o comercial foi gravado de modo que houvesse continuações. E, novamente minha mãe: “Olha! Espera que daqui a pouco continua”. E a discussão, depois, foi em torno de se poder ou não citar aspectos explorados por outras marcas em suas propagandas, quanto uma marca paga para colocar no ar, em horário nobre, seu filme, a importância de colocar celebridades que inspirem credibilidade (mesmo que para beber cerveja), e o efeito positivo que é gerado quando a marca se preocupa com o bem estar do consumidor.


O consumidor opina. Ainda existe essa mania de tratar público final como robô, que diz amém para tudo, sem contestar o que está sendo exposto. Mas, #ficadica: ele opina, e opina muito. E gosta quando nota que a marca se preocupou com sua satisfação e, mais do que isso, proporcionou momentos de diversão. E mais: gerou expectativa. Ingenuidade pensar que se pode criar, simplesmente, e esperar que a ideia seja comprada sem alguma reação.


Do mesmo jeito que a minha mãe tava ligada no comercial na hora do Fantástico, muita tia, primo, irmão, cunhada, whatever, também estavam de antena em pé, ouvindo o jingle da propaganda, e percebendo o cuidado de mostrar toda a sinergia que a marca busca transmitir.


Pra mim, nesse caso, o cervejÃO foi coadjuvante, porque foi muito mais importante perceber na prática, de um modo simples, como nosso trabalho é capaz de atingir o público, mesmo que num fim de noite de domingo, quando a gente acha que nada mais vai surpreender. Mas, quando se trata do consumidor, surpresa é o que mais pode acontecer.


Aproveita e dá o play no vídeo que tá valendo pela animação:



Abridor de papel.

E tem gente que tem coragem de dizer que publicidade não serve pra nada.


Pois bem, a agência Duval Guillaume, da Bélgica, provou que isso não passa de blasfêmia (e inveja da oposição).


Ao seguir as instruções que vêm descritas na peça, a tal propaganda vira um abridor de garrafas, e daí tu pode tomar a tua Carlsberg sem ter que se dobrar em mil para abrir a garrafa com a camisa, com o braço, com os dentes, ou como a criatividade permitir.


Tudo bem que a ideia não é inédita, já que a gente pôde ver um cara fazendo o mesmo pra abrir uma Carlsberg também, mas não dá pra negar que publicidade assim, funcional mesmo, faz falta.


Clica aí pra dar o play:



A importância da propaganda.

E há quem ainda duvide que a propaganda (ou a auto-promoção, neste caso) não é fundamental na hora da tomada de alguma decisão. Seja ela qual for.


Vê aí o vídeo da Thinkbox e entenda como a propaganda pode definir qualquer escolha: