Dá uma ligada nessa ação criada para a rede de roupas Superette, da Nova Zelândia, em que um banco deixa sua marca diretamente na pele das pessoas.
Tá, calma, não tem nada de maluco ou masoquista nessa ação. Mas sabe quando tu senta em algum lugar e, quando levanta, sai com a marca de onde estava sentado? Então. É exatamente isso. Só que a marca que sai “impressa” em ti diz“Short shorts on sale Superette”, que simplesmente anuncia que a loja está em liquidação. Simples e divertidinho, né?
Depois de já ter provocado horrores a Apple, espremendo uma maçã e fazendo referência ao nome de Steve Jobs em seu teaser, a LG veio de novo atacando.
Seguindo a estratégia de se estar na boca do povo, não importando o motivo (podendo ser bom, ou não tão bom assim), a empresa resolveu que, em seu comercial para apresentar seu novo tablet Optimus Pad, ia pegar pesado com a empresa de Jobs de novo. Com uma comparação explícita com a marca, a LG evidencia que é melhor que o queridinho iPad, mostrando tudo o que seu tablet faz melhor que o aparelho da maçã.
Pegar pesado assim ajuda? Sei não, hein? No fim, quem decide quem ganha a briga são os consumidores, então, sem apelos, ok?
O mundo conhece a Coca-Cola. Ok, fato. Mas, aí, aparece uma propaganda que não cita a marca em lugar nenhum do vídeo. Nenhum. As únicas (e suficientes) referências são as cores e o slogan que aparece na musiquinha.
Já viu o logo oficial para os Jogos Olímpicos do Rio em 2016?
A logomarca, criada pela Tátil Design de Ideias, acabou de ser lançada, e vem carregada com o espírito brasileiro nos detalhes. O design brasileiro está mostrando que não está aqui pra brincadeira e, mais do que seguir as últimas tendências, ele as lança, também.
A criação surgiu de um longo processo, que contou com um forte trabalho em equipe. Como os próprios responsáveis afirmam, foi um trabalho de cariocas para cariocas, e de brasileiros para brasileiros. Foi preciso captar uma série de requisitos e informações em uma única imagem, e nota-se que a missão foi, portanto, cumprida.
Aqui embaixo tu confere as palavras da equipe responsável pelo nascimento da marca. Nota a emoção dos envolvidos e a paixão pelo que fizeram:
O problema é que a Tátil teve que encarar a acusação de plágio, já que houve quem apontasse semelhanças com o logo da Fundação Telluride:
A Tátil, no entanto, afirma nunca ter visto o logo da fundação, até então. E, visto o tamanho do trabalho e do empenho da equipe, plágio é algo que dá para ser descartado, right?
Confere aí a apresentação oficial do logo, que capta muito da alma carioca e muito daquilo que é ser brasileiro. Aquele abraço.
Colocar a cara a tapa no mercado é uma atitude de coragem, mas também requer infinitos cuidados para que sua marca não seja, somente, mais uma a dar o ar da graça no hall de novidades (ou semi-novidades).
Arriscar, inovar, ter coragem, é fundamental para o sucesso. Mas não sem um bom backup e um estudo sólido sobre o que/quem você e sua marca são, e de que forma é possível cair nas graças do público, para que ele acredite em você. Porque, se ele não acreditar, de nada adiantou seu enorme investimento em um mega produto com uma master campanha.
Dá uma lida no texto do Gustavo no Pensador Mercadológico. A comparação é bastante pertinente e compatível com a realidade do nosso mercado. Vale a leitura.
E parece que a mudança da marca não agradou muito. Tem gente que diz que parece coisa de amador, que ficou com cara de banco, e que a nova identidade fez com que a marca perdesse a sua personalidade.
A marca não sofria alterações desde que foi criada, em 1969. Pelo visto, era melhor que tivesse ficado quieta no seu canto, né?
Mudanças drásticas exigem um cuidado gigantesco. E parece que a marca foi longe demais sem perceber que seu novo posicionamento, depois de desfigurar a sua cara, poderia gerar estranhamento, indignação e virar chacota entre consumidores e profissionais de comunicação em geral.
A pesquisa ExactTarget and CoTweetfez um estudo para entender o que as pessoas procuram na página de sua marca preferida no Facebook. A resposta foi simples: descontos e conteúdo gratuito.
Segundo a pesquisa, 40% dos entrevistados estão na página pelo fato de gostar da empresa, 36% querem receber brindes, 30% querem atualizações sobre vendas, e outros 39% apóiam a marca. Nota: apenas 17% estão propensos a comprar algo depois de “gostar” da marca.
Não só para a marca, mas para ajudar entidades sem fins lucrativos.
No lugar de vender produtos customizados, criados apenas para poder levantar fundos, uma ONG, agora, pode se utilizar dos produtos da Newhall Coffee, e ter participação nos lucros. A marca lançou um programa, Newhall Coffee for a Cause (Newhall Coffee por uma Causa), que permite que grupos vendam seus produtos e recebam uma parte dos lucros em forma de doação. As ONG’s devem se cadastrar com a marca e, ao serem aceitas, recebem uma web page própria e outros materiais para promover suas vendas.
Além de ajudar as organizações, a marca ainda se promove, demonstrando responsabilidade social ao ser solidária com causas nobres. As vendas dos produtos da Newhall aumentam, e ONG’s são ajudadas. Como se fosse uma troca de favores: você vende meu produto, eu te dou participação nos lucros. Simples.